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Soneto da dor.

Impossível esquecer suas garras
porque de tão feroz não consigo chamar de mãos.
Os seus dedos percorrendo cada parte
o suor que pingava, não de prazer, mas de medo, de dor.
Eu gritava e você apertava com mais força
mas, não eram gritos de prazer, eram gritos de terror.
Você começou "rumando" pedras
depois, apertando com força
e por fim, penetrando grosseiramente tudo que via na sua frente
dedos,
armas,
nojo
e sujeira.



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